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Programação Mostra Infâncias é destaque do segundo dia do Festival Curta Aparecida

  • Foto do escritor: Lumieira Comunicação para Cultura e Humanidades
    Lumieira Comunicação para Cultura e Humanidades
  • há 1 dia
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Evento reúne três mostras distintas e é realizada na periferia de Aparecida de Goiânia


Os pedais de Pedro, de Vinicius di Castro, 2025, Minas Gerais
Os pedais de Pedro, de Vinicius di Castro, 2025, Minas Gerais

A periferia de Aparecida de Goiânia recebe até sábado o festival de curta-metragens que veio para democratizar a produção audiovisual e valorizar os trabalhos autorais. Com o tema “cinema comunitário”, a segunda edição do Festival Curta Aparecida é realizada pelo Coletivo Justina.


A programação do segundo dia do Festival Curta Aparecida apresenta a Mostra Infâncias, com sessões às 9h e às 14h. Elas são exclusivas para os estudantes do Centro de Formação Integral, na Cidade Vera Cruz, onde vão acontecer as sessões. O CENFI também é um Ponto de Cultura e, em rede, o Coletivo Justina articulou essa ação a fim de conectar ações entre os pontos de Cultura da cidade.



Às 19h, a mostra “documentários e ficções” segue na sede do Coletivo Justina, no Setor Marista Sul, com a exibição de nove produções. Esta edição recebeu 513 inscrições de todo o país, um aumento de quase 60% em relação ao ano anterior. A curadoria selecionou 33 filmes apresentados em três mostras, com diferentes temáticas e acesso gratuito a toda comunidade. Este evento tem a realização do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, Secretaria de Estado da Cultura e Governo de Goiás.


Sobre o festival

Curta Aparecida é um festival não competitivo que tem como objetivo proporcionar o encontro entre realizadores, programadores e públicos de cinema e audiovisual na cidade de Aparecida de Goiânia. “Este evento nasce como lugar de encontro entre público e recortes dos brasis projetados na tela: trata-se de uma plataforma do imaginário brasileiro representado por produções audiovisuais de todas as regiões do país”, comenta o produtor Pablo Lopes sobre os documentários, ficções e animações como linguagens que ajudam a contar e apreender diferentes narrativas.


“Com este evento, queremos possibilitar intercâmbio para a produção realizada em todos os estados brasileiros, incentivar a produção de curtas-metragens em Aparecida de Goiânia, além de discutir meios e estratégias para a produção, realização e distribuição da produção audiovisual local”, compartilha o produtor Pablo Lopes.


Segunda edição


O espantoso sobre o desconhecido foi a forma da primeira edição do Festival Curta Aparecida. Nessa segunda edição, a linha curatorial passa pelo Cinema Comunitário. “Isso acontece num processo reflexivo para que o público também se veja na tela. Cinema comunitário é o tema que nos possibilita buscar o comum dentre tantos distanciamentos”, comenta Pablo Lopes. Ele compartilha o que guia a curadoria na seleção dos trabalhos: “buscamos selecionar filmes produzidos recentemente e que apresentem recortes das paisagens, sotaques, cores, sons e temáticas sociais do Brasil. Uma busca de aproximação de um país tão diverso apresentado ao espectador aparecidense”, comenta.


Programação Mostra Infâncias


Fruto desse chão, de Carlon Hardt, 03 min, 2025, Paraná. Um dia, uma nuvem chorona / Se abriu feito uma sanfona / E salvou a floresta inteira / Derramou toda a sua água / Acabou com a queimada / Viva a nuvem sanfoneira.


Os pedais de Pedro, de Vinicius di Castro, 2025, Minas Gerais. Em meio a uma infância conturbada na favela onde vive, Pedro, um menino de 10 anos e apaixonado por bikes, encontra esperança e um motivo para sonhar, a conquista da sua primeira bicicleta.


A lenda da Serra das Areias, de Thais Oliveira e Larissa Melo, 08 min, 2025, Goiás. Vétera é uma menina que adora ouvir as histórias que sua avó conta, sobre os seres mágicos do folclore. Um dia, durante um passeio de bicicleta nas trilhas da Serra das Areias, Vetera se encontra com esses seres e aprende como pode ajudar a preservar o meio ambiente.


Rosetta, de Isabela Paulovic Szalontai,07 min, 2025, São Paulo. Rosetta foi criada no ambiente de um circo, seu sonho é seguir os pais e se tornar uma palhaça, mas quando é oferecida a oportunidade de se apresentar em público pela primeira vez, fica nervosa e erra seu número.


Cajuína, de Mapa Macedo, 16 min, 2025, Bahia. Na cabeça, que é terra fértil, a memória se faz raiz e a semente é o mistério da encantaria entre o céu e a terra. Através da sutileza de um simples encontro na cidade de Cachoeira, duas gerações semeiam essa sabedoria.


A mensagem na garrafa, de Luana Ferreira, 08 min, 2025, RJ. Jorge, pai solo, transforma a hora de dormir em uma aventura ao contar a história de uma mensagem numa garrafa viajando em um cometa de plástico. Otávio se encanta com a história, até que adormece e Jorge celebra a vitória de uma noite tranquila.


Memória de pivete, de Pedro Santi, 16 min, 2025, São Paulo. Durante a Copa do Mundo de 2006, um grupo de crianças vive a magia do futebol brasileiro e da infância periférica, onde laços da amizade fortalecem o ato de sonhar.


Mundinho, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy, 09 min, 2024, São Paulo. Enquanto ele explica para a menina como cuidar do seu companheiro, a imaginação da criança cria asas e imagina todas as aventuras que viverão juntos, de escaladas ao topo do Monte Everest até juntar a coragem necessária para pedir o próprio sorvete na sorveteria da esquina.


Mostra documentários e ficções


Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, 15 min, 2025, Rio de Janeiro Livre. Durante o Carnaval carioca, um gari enfrenta o luto pela perda da irmã enquanto cumpre suas obrigações de trabalho. Em meio à folia dos blocos de rua, ele encontra uma criança perdida e decide ajudá-la.


Cléo aos 70, de Márcio Ferreira, Patrícia Freitas, Patrick Portugal, Rafa Beck, 16 min, 2026, Bahia, Livre. Aos 70 anos, Mãe Cleonice de Obaluayê, filha de Mãe Eunice de Xangô, está perdendo sua memória. Sua história - e seu Orixá -, entretanto, permanecem bem vivos em sua família de axé.


Trajeto do Desmoronamento, de Helena Antunes, 14 min, 2025, RN 10 anos. Em meio à destruição causada pela especulação imobiliária, uma mulher solitária percorre o trajeto de suas próprias ruínas. Ao explorar escombros físicos e emocionais, encontra uma figura enigmática que a desafia a confrontar seus demônios internos e algo além da sua própria sobrevivência.


Como nasce um rio, de Luma Flôres, 08 min, 2025, Bahia 12 anos. Ayla acorda em uma paisagem montanhosa, cercada apenas por vegetações e um rio. Movida pela curiosidade e desejo de conhecer o lugar, ela embarca em uma jornada de descobertas e mergulhos. Ao descobrir onde está, descobre também a si mesma.


Tarefa, de Thiago Rosestolato, 20min, 2025, Rio de Janeiro, 14 anos. “Tarefa” fala sobre a complexidade das relações familiares e os impactos da violência física e psicológica dentro de casa — marcas invisíveis, mas profundas.

En nombre del amor, de Socorro Lira, Luciana Martins, Mariana Pallas, Alexander Dieppa , 10 min, 2026, São Paulo. En Nombre del Amor acompanha o cotidiano de trabalhadoras do Centro de Vida Assistida Quisicuaba, em San Antonio de los Baños, no cuidado com pessoas idosas e conviventes com diversos comprometimentos físicos e psiquiátricos retirados e retiradas das ruas de Havana e de outras cidades e regiões de Cuba.


Ludmilla, de Vini Moreira, 15 min, 2025, Distrito Federal. Ludmilla, uma professora de educação física desmotivada, confronta seu passado quando seus alunos da quarta série pedem para competir nos Jogos Escolares de Taguatinga - DF na categoria de queimada.


Tem Tem da Ceasa, de Vasconcelos Neto, 13 min, 2024, Goiás. “Aqui é o Tem Tem, vendedor de suco da Ceasa de Goiânia, e eu quero realizar o sonho de ir no Rodrigo Faro! Me ajuda, vocês que estão vendo esse vídeo.”


Presépio, de Felipe Bibian, 18 min, 2025, Rio de Janeiro. No Natal, Dejair tenta convencer sua família do absurdo que é dar uma arma para uma criança.



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